Macacos é uma espécie de corrente onde são encadeadas palavras escolhidas por associação livre de idéias. Tudo que a palavra ou expressão anterior na corrente estimular no leitor pode ser imediatamente acrescentado, como numa livre associação psicanalítica, na forma de rima, trocadilho, citação etc. Não importa que o próximo leitor não identifique de imediato a associação. O objetivo é criar uma corrente na qual cada um acrescente um elo. Em outras palavras, busca-se uma obra aberta, livre para qualquer um acrescentar na corrente o que bem lhe aprouver, mesmo que isso não tenha um sentido aparente, mas que contribua para a criação de uma espécie de poesia coletiva, onde o máximo de impressões e experiências pessoais sejam reunidas, quem sabe gerando uma representação escrita e espontânea do inconsciente coletivo, já que ela será um produto coletivo.

A falta de um objetivo ou intenção pessoal é adequada para a contribuição espontânea de cada um na corrente. Ela não é subordinada a regras ortográficas ou gramaticais e aceita qualquer língua, preferivelmente encaixada como conexão natural estimulada pelo elo anterior. Se hoje Macacos começa e está em português, circulando entre indivíduos que falam e escrevem nessa língua, amanhã a obra poderá ter migrado para outra língua, e depois de amanhã pode voltar.

O objetivo de Macacos talvez seja o de criar uma obra impessoal, global, de âmbito planetário e multilingual, que contenha a contribuição do máximo de pessoas na construção dos elos da corrente, um mosaico monumental de experiências pessoais, artísticas e culturais espalhadas por todos no planeta que desejarem participar.

Participar é muito fácil. Basta escrever ou copiar seu texto na caixa abaixo e clicar enviar. Por limitações técnicas, a caixa só aceita até 500 palavras por vez, mas quem quiser pode recarregar a página e escrever mais 500, e assim por diante. Depois é só conferir clicando na caixa Ver Macacos.

Não há restrições morais, religiosas ou qualquer forma de censura ou impedimento. Qualquer coisa pode ser escrita e não há obrigatoriedades estéticas. Não é preciso que algo escrito em Macacos tenha qualidades artísticas. Se em algumas partes a obra tiver um caráter artístico predominante, será fruto da tendência natural que ela tomou naquele período, mas não é necessário que essa tendência seja mantida por quem acrescente o próximo elo.

Macacos não tem prazo para ficar pronta. De fato, a intenção é de que jamais tenha um fim, e que esteja sempre disposta a agregar mais um elo.

Escreveram em algum lugar que se um hipotético e longevo macaco martelasse num teclado de máquina de escrever aleatoriamente por alguns milhões de anos acabaria um dia escrevendo a Ilíada. O que fariam alguns milhões de seres humanos escrevendo uma mesma obra, acrescentando cada um suas impressões aparentemente confusas e caóticas do mundo, mas genuinamente representativas de um subjacente inconsciente comum?

Macacos talvez responda.



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